Em "Vidas Secas" - De Graciliano Ramos
Para finalizar nosso "passeio" pelo livro "Vidas Secas", do grande escritor Graciliano Ramos, falaremos sobre como o autor faz a abordagem do tempo. Vale apenas lembrar, que a leitura dos resumos ou dos comentários sobre a obra não descartam a necessidade de ler a obra por completo. Aqui damos apenas um panorama de cada leitura exigida pelos principais vestibulares do País.
O tempo no romance é apresentado numa perspectiva de presente e futuro condicional, quando tudo para a família é baseado em hipóteses. Os protagonistas vivem um presente de dificuldades e sonham com um futuro que não oferece garantias de melhores condições de vida. É um tempo que não se percebe passar, que parece tornar perene o estado de calamidade vivida pelos retirantes.
Em determinado momento na história, o autor faz uso da prolepse (antecipação), procurando antecipar o destino dos filhos de Fabiano e Sinha Vitória, se bem que não seja um futuro promissor, mas uma repetição daquilo que os pais são no momento presente. Trata-se, portanto, de um tempo psicológico, que não tem presa de passar.
Com essas últimas ponderações, concluímos a apresentação do livro "Vidas Secas". Aproveitem esses últimos dias de férias para retomar o pique das aulas e analisar o que será preciso fazer no segundo semestre para conquistar a vaga no curso desejado.
É isso.
Ale de Assis
quinta-feira, 24 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
VIDAS SECAS

INTERPRETAÇÃO
Vidas Secas é uma obra que retrata a realidade de inúmeras pessoas, vítimas do descaso social e da exploração humana. A obra de Graciliano Ramos procura denunciar a injustiça praticada pelos que assumem o poder. O fiscal da história, simboliza a extorsão cometida aos pequenos comerciantes. O soldado amarelo representa a corrupção policial, evidenciada na prisão arbitrária de Fabiano.
Vidas Secas é uma obra que retrata a realidade de inúmeras pessoas, vítimas do descaso social e da exploração humana. A obra de Graciliano Ramos procura denunciar a injustiça praticada pelos que assumem o poder. O fiscal da história, simboliza a extorsão cometida aos pequenos comerciantes. O soldado amarelo representa a corrupção policial, evidenciada na prisão arbitrária de Fabiano.
O dono da fazenda abandonada é o símbolo do patrão injusto, desumano e medíocre, que suga os funcionários a todo momento, sem nenhum senso de solidariedade e respeito para com o ser humano. Fabiano e sua família são retratos de muitos retirantes que vivem sem proteção e/ ou reconhecimento de que também são seres humanos.
Por isso, pode-se dizer que Vidas Secas é uma obra que tenta sensibilizar o leitor para as causas sociais, utilizando como instrumento a palavra escrita. Ler Vidas Secas é conhecer um pouco do sertão nordestino e conviver com Fabiano e sua família, questionando os motivos de tanta injustiça social. Além de verificar se alguma coisa mudou desde a publicação da obra em 1938.
É isso.
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