terça-feira, 27 de maio de 2008

VESTIBULAR E LEITURA

Olá,
Antes de mais nada, tenho de pedir desculpas por deixar de abastecer o blog desde o último dia 8 de maio. Atividades profissionais acabaram por prejudicar a colocação de novas informações neste espaço. No entanto, o compromisso continua o mesmo: pelo menos abastecê-lo todas as quintas e sextas-feiras. Podem puxar as minhas orelhas.
Aproveito para relembrar que o projeto “Vestibular e Leitura" depois de algumas paradas, em função do Dia das Mães e feriados, volta novamente nesta semana e prosseguirá até o mês de junho. A leitura dramática de obras pedidas nos principais vestibulares do País (USP, Unicamp, Unifesp, Unesp e PUC-SP) retorna neste sábado, dia 31, com "O Velho da Horta" de Gil Vicente. A leitura será feita pelo professor Fernando Segolin. Confira, abaixo, a programação das próximas leituras.

31/5 - "O Velho da Horta", de Gil Vicente por Fernando Segolin.

7/6 - "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós por Vera Bastazin.

14/6 - "Dom Casmurro", de Machado de Assis por Maria Aparecida Junqueira.

21/6 - "Poemas Completos de Alberto Caieiro", de Fernando Pessoa por Fernando Segoli.

Vale a pena conferir.
Anote aí na sua agenda:

Projeto “Leitura e Vestibular” na Sala Olido, que fica na avenida São João, 473, no Centro.
Horário: das 10h às 12h30. Mais informações pelos fones (11) 3241-3459 ou 3256-5270 (ramal 206) e nos e-mails aeaviviani@prefeitura.sp.gov.br ou dperelmutter@prefeitura.sp.gov.br
É isso.
Ale

quinta-feira, 8 de maio de 2008

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS



Obra de Manuel Antônio de Almeida


O autor nasceu no Rio de Janeiro em 1831 e morreu tragicamente, em 1861, com apenas 30 anos, vítima de um naufrágio na costa fluminense, ao viajar num vapor (espécie de navio) com destino a Canipós, no Estado do Rio.

Seu livro "Memórias de um Sargento de Milícias" é sua única obra e foi publicada inicialmente, sob anonimato, na forma de folhetins, no suplemento dominical “A Pacotilha” do “Correio Mercantil”, em 1852 - um jornal carioca onde trabalhava. Pouco tempo depois, a novela saia publicada na forma de livro, em dois volumes, respectivamente em 1854 e 1855, assinada com o pseudônimo “Um Brasileiro”.

"Memórias de um sargento de Milícias" é considera uma novela de costumes em que se percebe a influência do teatro de Martins Pena com suas comédias costumbristas*. O livro de Manuel Antônio inova pela linguagem realista e galhofeira, que não correspondia muito ao gosto da época, motivo por que não teve muita aceitação e parecia mesmo que estava fadado ao naufrágio, como, alias, aconteceu com o autor.


O tempo, entretanto, encarregou-se de valorizar a obra, e, se não chegou a explodir, continua viva pelos anos afora e apreciada pelos apreciadores de uma boa leitura.
*Costumbrista: quem adota em suas obras o enfoque ou toma como tema os costumes típicos de uma região ou país.
É isso.
Ale de Assis

sexta-feira, 2 de maio de 2008

NESTE FINAL DE SEMANA NÃO TEM “VESTIBULAR E LEITURA”

O projeto “Vestibular e Leitura” dá mais uma parada nesta semana e no sábado dia 10, véspera do Dia das Mães. A leitura dramática de obras pedidas nos principais vestibulares do País (USP, Unicamp, Unifesp, Unesp e PUC-SP) só volta no dia 17, com “Sagarana”, de Guimarães Rosa. A leitura será feita pelo professor Erson Martins de Oliveira. Confira, abaixo, a programação das demais apresentações de obras.

17/5 - "Sagarana", de Guimarães Rosa por Erson Martins de Oliveira

31/5 - "O Velho da Horta", de Gil Vicente por Fernando Segolin

7/6 - "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós por Vera Bastazin

14/6 - "Dom Casmurro", de Machado de Assis por Maria Aparecida Junqueira

21/6 - "Poemas Completos de Alberto Caieiro", de Fernando Pessoa por Fernando Segoli
Vale a pena conferir. Anote aí na sua agenda:

Local: Projeto “Leitura e Vestibular” na Sala Olido, que fica na avenida São João, 473, no Centro. Horário: das 10h às 12h30. Mais informações pelos fones (11) 3241-3459 ou 3256-5270 (ramal 206) e nos e-mails aeaviviani@prefeitura.sp.gov.br ou dperelmutter@prefeitura.sp.gov.br

quinta-feira, 1 de maio de 2008

AUTO DA BACA DO INFERNO


Obra de Gil Vicente


Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam, à margem, os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve.

O primeiro a chegar é um fidalgo, em seguida um agiota, um parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um, eles se aproximam do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Então, se aproximam do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados.

O fidalgo, o onzeneiro (agiota), o sapateiro, o frade (e sua amante), a alcoviteira (espécie de fofoqueira) Brísida Vaz (que também é cafetina e bruxa), o judeu, o corregedor (juiz), o procurador (promotor) e o enforcado são todos condenados ao inferno por seus pecados, que achavam pouco ou compensados por visitas à Igreja e pro suas doações (esmolas). Apenas o parvo é absolvido pelo Anjo. Os cavaleiros sequer são acusados, pois deram a vida pela Igreja.

O texto “Auto da Barca do Inferno” é escrito em versos rimados, fundindo poesia e teatro, fazendo com que o texto, cheio de ironia, trocadilhos, metáforas e ritmo, flua naturalmente. O Auto da Barca é composto pelas partes: do Inferno, do Purgatório, do Céu.

É isso.

Ale de Assis