sexta-feira, 20 de junho de 2008

VIDAS SECAS

VIDAS SECAS


Já que estamos falando de "Vidas Secas", e na postagem anterior publicamos o resumo do romance escrito por Graciliano Ramos, vamos falar um pouco da linguagem usada pelo autor em sua obra.




LINGUAGEM


As frases são curtas e ajudam a traduir a objetividade do autor em expressar a seca do sertão nordestino.


“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos.”




Nota-se ainda uma inteiração entre linguagem e nível sócio-cultural, que se evidencia na forma como é reproduzida a fala de Fabiano, sem nenhuma instrução, e que se comunica através de frases desenvolvidas, mas de expressões monossilábicas.


“Fabiano, que não esperava semelhante desatino, apenas grunhia: - Hum! Hum!”




Talvez como uma maneira de trazer à tona os sentimentos e anseios de seus personagens, Graciliano Ramos usa o discurso indireto livre, recurso que permite entender as falas em forma de “flash” no meio da narrativa.


“Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato.”




Há pequeno número de adjetivos usados para caracterizar o ambiente e os personagens.


“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos.”




Nesse sentido, linguagem e contexto estão intimamente ligados, buscando expressar clara e objetivamente a realidade de muitos que vivem como Fabiano e sua família.




Voltaremos, na próxima postagem, a falar de "Vidas Secas".



É isso.

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