quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A ROSA DO POVO



A ROSA DO POVO

Carlos Drummond de Andrade, em sua “A Rosa do Povo”, mostra a influência e seus valores autobiográficos. Ele transfere para a poesia a vivência na mineira Itabira, sua infância, seu ambiente familiar, as tradições. Mistura sentimentalismo com irreverência e humor. “Eta vida besta, meu Deus”, é uma pequena representação do universo que viveu e que o cercava nas Gerais.


Drummond capta a realidade simples, cotidiana, e se transforma no tradutor, “intérprete”, do homem moderno, quando passa a questionar os problemas enfrentados no mundo. Sua poesia se abre para o social, manifestando reação inconformada com a miséria do mundo moderno, sufocado e inconformado com a falta de humanidade e os mecanismos que constituem o processo de alienação. O autor é dono de uma linguagem poética que mistura melancolia, amargura, sarcasmo, ironia, esperança. Sentimentos e sensações extremamente pessoais, com uma incrível capacidade analisar e criticar a realidade que o circundava.


Partindo de uma poesia marcadamente pessoal, "A Rosa do Povo" se abre para uma temática universal. As questões que afligem o poeta são pano de fundo para expressar os dramas e dilemas comuns aos homens de todas as épocas.
É isso.
Ale de Assis.

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